Bem Vindos Ao Meu Estranho Mundo

Resumo de tudo o que anda rolando em minha passagem aqui neste mundo, meio louco, meio confuso, assim como eu ...

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quarta-feira, 17 de junho de 2009

Marcos Torrigo


O Vampiro tem a maravilhosa característica de ter sido humano.

É um ser especial, um deus, o qual podemos nos tornar.

Paródia de Cristo, Buda, do Avatar, o homem feito deus.


Frater Piarus Para o Vampiro não há céu nem inferno, um paradoxo a caminhar primevo entre os mundos, Morto-vivo.

Outrora homem, agora antideus.

Sua antivida é pautada pela violência, sede de sangue, paixão e terror, o horror que se esconde nas sombras.

Quebrando e destruindo todas as normas, regressando ao atavismo mais profundo.

Um ser habitante do limbo, um limbo glorioso, isso é o vampiro.

Sua ocorrência geográfica a tudo engloba, dos Bálcãs ao Egito, dele aos confins das florestas equatoriais da Amazônia e, é claro, até as distantes galáxias.

Civilizações, como Sumerianos, Babilônicos, Indianos e os povos Hebreus, Maias e Astecas conviveram com o fenômeno do Vampirismo.

Seus ataques foram registrados à luz do dia, e à luz da Era das Luzes, dividindo o palco com Diderot e Voltaire em plena era do Iluminismo.

Deixando o racionalismo de cabelo em pé, o epicentro dos ataques não foi algum confim distante, mas o esclarecido Império Austro-Húngaro, justamente a Áustria que seria a pátria de Sigmund Freud.

Desde Arquétipo desconcertante, deste tabu é que trataremos neste livro, pois o vampiro está ali no espelho, repousando, destruindo e salvando, afinal além de matar sua vítima ele confere a vida eterna.


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